4 dias em Madri

Outro dia o facebook veio avisar que o post sobre Setenil de las Bodegas fez aniversário, então resolvi cantar parabéns tomar vergonha na cara e terminar os relatos desta viagem para que outros possam surgir. Botei-me a relembrar e registrar minhas impressões da capital espanhola antes tarde do que mais tarde né?De quebra ainda peguei várias dicas com minha #BFF Lidia que morou um belo ano por lá e viveu o dia a dia de verdade nesta cidade deliciosa e sedutora!110720133847

Como já contei aqui, Madri (por condições econômicas) foi nossa escolha de chegada e partida. Ficamos na cidade os dois dias iniciais e os dois finais da viagem mochilão que fizemos. A partir dela traçamos um roteiro passando por Portugal e Espanha que também já contei neste post. Para mim, de chegada Madrid recebeu-me com o interior de Atocha, a estação maravilhosa que guarda um jardim com espécies tropicais. Achei inebriante chegar por lá e já dar de cara com este espetáculo arquitetônico e paisagístico!!!

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Quem nos guiou por Madrid foi Patricia de Camargo em seu Turomaquia, além da minha querida amiga irmã Lidia Rodrigues que destacou alguns imperdíveis. Aliás, lembro até hoje DA CARA (de furiosa, cláááássica) da Lidia quando eu falei que íamos passar no máximo 4 dias em Madri… rsrs Quem a conhece sabe a cara intimidadora que ela é capaz de fazer, como quem diz: “Só 4 dias? Mas é a capital do país? Vocês estão LOUCOS, querem que eu indique O QUE para apenas 4 mínimos dias?

Mas por fim ela acabou dando a dica certa do Mercado de San Miguel, que foi um lugar que achamos perambulando por acaso no primeiro dia e eu AMEI muito estar lá dentro!! Aliás, amo mercados, sejam do tipo que forem, dos atacadistas, aos pequenos pitorescos de vilarejo, pois nesse que é uma restauração, eu me achei!

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As melhores tapas, doces lindos e os bichos mais bizarros, tudo junto reunido no Mercado San Miguel.

Nosso hotel, que era muito bem localizado (lá no fim do post tem indicação), praticamente ao lado do Museu Reina Sofia, permitiu metade da diversão. Aliás, sobre a visita a este museu, eu tenho uma lembrança a compartilhar. Eu tinha uns dezoito anos, já estudava arquitetura e minha prima Gabi, que morava em Portugal enviou-me um postal, dizendo que havia visitado as obras de Gaudi e também a Guernica. Depois lembro dela me dizendo isso ao vivo, toda emocionada, com Guerniiiiiica embargando a voz. Na época (TOSCA e insensível que eu sou era) confesso que pensei: “Gente, tanta emoção por causa de um quadro? Será mesmo?guernica Nada menos que vinte anos me separam dessa cena e de ver ao vivo, com meus próprios olhos a Guernica. A expressão da dor, das mortes, do sofrimento, algo que não se explica. Só sei que saí chorando no cantinho e admiti com gosto: Bem disse a Gabi! É algo para se fazer antes de morrer, com certeza!

Dicas nossas e da Lidia

O que nós fizemos

  • 1º dia – chegada no final da tarde, check in no hotel, visita rápida à Estação Atocha, bate perna pelos arredores do hotel, jantar no 100 Montaditos, uma via sacra leve pelos barzinhos e tapas finais num restaurante perto do hotel.

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Tipo, quando você acha seu lugar em Madri…
  • 2º dia – batida de perna MOR, começando pelas obrigatórias Puerta del Sol e Plaza Mayor, centro histórico de Madri, Mercado de San Miguel, shopping básico no El Corte Inglés, comemos paella e tomamos sangria numa ruela antiga, batemos maaaaais perna, fomos ver o pôr do sol em frente ao Edifício Metrópolis, curtimos os barzinhos e jantamos na terraza do Museu Reina Sofia.

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  • Na manhã seguinte (que não conta como dia) acordamos, comprei uma bolsa vermelha e fomos até o Caixa Fórum ver sua famosa parede vegetal. Depois pegamos o ônibus para Ávila (the next travel post, aguardem!).
  • 3º dia – Neste dia nós havíamos chegado de Cuenca (já vem aí este post também) e estávamos exaustos. Fomos à estação Atocha trocar euros, fizemos uma comprinha básica no supermercado mais próximo do hotel e dormimos tudo que precisávamos. Aliás, se tem uma regra em nossas viagens é: não tem regra! Tem dia que estamos cansados e queremos passar o dia no hotel, e assim foi neste, curtimos uma tarde de sacada em Madri.

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O que a Lidia indicou (e não deu tempo da gente fazer)

Onde ficar

  • Nós ficamos hospedados no Hostel Buelta, que pelo que pesquisei, foi reformado e agora chama-se Sleep’n Atocha. De qualquer maneira recomendamos pela sua excelente localização, em especial os quartos com vista para o Paseo del Prado.
  • Cats Hostel e
  • Hotel Mayerling, ambos indicações da minha amiga Lidia.

Comer, comer!

  • Madri é a capital das tapas, dos petiscos, e não acredito que alguém tenha dificuldade em diverti-se por lá no quesito comida. Para prestigiar a tradição espanhola, começamos com uma paella, mas posso falar? As versões que aprontamos aqui em casa são até um pouco mais garibadas nos frutos do mar, mas vale a experiência gastronômica e fica bonita na foto, então tá valendo né, rsrs.

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  • Eu definitivamente adorei o 100 Montaditos! Tapas e cervejas baratas, de tipos variados, coube redondinho no nosso bolso, amor infinito! ❤
  • O Mercado San Miguel tem as tapas mais bonitas e o ambiente mais bacana. Um ótimo exemplo de preservação do patrimônio histórico material e imaterial.
  • No verão, alguns bares e até museus, abrem seus espaços externos: são as terrazas. O Museu Reina Sofia é um deles, e oferece um ambiente super descolado ao ar livre, uma delícia para uma noite de verão!
  • A variedade de restaurantes de diferentes etnias do bairro La Latina faz do passeio por lá uma experiência cosmopolita imperdível!

Quer mais?

Esta postagem só foi possível graças à caríssima ajuda da minha amiga Lidia (thanks, BFF!!!) e porque no momento atual estou meio farta de viajar, logo não corro risco de ficar deprimida. No fim, sejam quatro dias, um ano ou uma vida, parece que será sempre pouco frente à vivacidade de Madri! Se eu pudesse te dizer algo é: vá assim que puder!! Besos!

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