Setenil de las Bodegas

Não tem aqueles dias que bate um saudosismo da estrada, um siricutico, uma vontade louca de viajar num momento em que realmente não dá? Aqui trabalhamos forte com isso, então eu finjo que me contento revendo fotos de viagens pela milésima vez, assistindo vídeos no youtube ou percorrendo cidades pelo google maps, enquanto planejo a próxima viagem e monto um plano mirabolante para (roubar um banco!) conseguir guardar uns trocados. Nessa vibração, hoje relembrei Setenil de las Bodegas, um pequeno município espanhol, ou melhor, um “pueblo”, situado na província de Cádiz, com pouco mais de 3.000 habitantes que se desenvolve entre rochedos e é simplesmente des-lum-bran-te!

vista geral do pueblo
Vista geral do pueblo: olivais, igreja medieval, rochedos, o casario e sossego a perder de vista!

Lá comi as segundas melhores tapas de um mês de viagem (as quais não fotografei, podem me dar os parabéns, mas foram na Cafeteria Sol y Sombra) e vi as ruas mais tortuosas que penso que verei na vida!

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Nesta última foto do carro, estávamos espremidos entre o próximo veículo, uma motocicleta e as casas! Mas geeente!!

Um urbanismo absolutamente interessante, em uma cidade que se desenvolve entre o rio e os penhascos, tendo suas casas construídas inclusive dentro dos rochedos. São as casas “cuevas”, escavadas na rocha e cujos tetos são a própria pedra, praticamente cavernas modernas! Eu diria que surreal define a sensação de andar por estas ruas!

Calle de sombra
Calle de las Cuevas del Sol

A balada de Setenil rola nos barzinhos à beira do rio Guadalporcún, nas Calles Cuevas de la Sombra e Cuevas del Sol, ou seja, nas ruas cujas casas estão voltadas para o sol nascente ou poente, mais ou menos protegidas da incidência solar. E no dia seguinte, era dia de feira, olha que sorte! Adoro feiras, principalmente estas que vendem tudo, de tecidos a mantimentos!

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Dia de feira em Setenil

Tinha também os pátios no passeio em volta do rio Guadalporcún… Ahhh, os pátios! Deixo as fotos falarem por mim…

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Pratos e vasinhos na parede, hanger plants, uma mesinha, uma cadeira: me inspira que eu gosto!

Fizemos o trajeto de ônibus (não foi fácil, são apenas alguns horários por dia partindo de Ronda) e o único arrependimento foi não ter ficado uns dois dias a mais neste lugar sossegado, apenas descansando, porque o hotel foi a maior dentro da história da humanidade viagem. Ah, claro, estar de carro para entrar em mais pueblos também ajudaria muito, mas esta, já sabíamos, não era uma possibilidade a ser considerada, então, sem frustrações. Até porque, com uma colcha de tafetá dessas, umas cortinas de shantung de seda nesse naipe, decoração style (esqueci de fotografar o banheiro moderno com banheira linda, gente… me mereço!) e tão somente o cri-cri dos grilos lá fora, eu dormi foi agradecendo a vida!

Hotel Vila de Setenil
Hotel Villa de Setenil (não é merchan, mas é boooom demais da conta, recomendo!)

Além disso tinha ainda a vista do quarto e a vista do restaurante explêndido do hotel (que é claro que eu também não fotografei, porque gente, vocês hão de concordar, alguns dos melhores momentos da vida não dá tempo de parar pra tirar foto, né? Ficam pra memória apenas).

vista da sacada do quarto e a chance de vislumbrar uma nova casa cova
Vista da sacada do quarto e a chance de vislumbrar o nascimento de uma nova casa cova (desta vez eu levantei cedinho e lembrei de fotografar!)

Antes de ir embora, me diverti percorrendo as ruelas, tirando fotos do casario e dos detalhes arquitetônicos, sempre aproveitando para aumentar meu álbum de janelas e portadas especiais!

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Sacadas da vida, portadas da alma

Conheci Setenil em 2013 na viagem “mochilão” que fiz com meu marido (outra hora fatalmente vou falar sobre). Chegamos até esta mini-micro cidade buscando os “pueblos blancos“, indicação certeira de minha amiga Cláudia e que então, descobrimos tratar-se de uma rota em plena Andaluzia, composta por pequenos municípios com a maioria de suas casas pintadas de… (dãã! adivinha?) branco!

Hora de dar adeus
Hora de dizer adeus, ou melhor, adiós!

Atravessar a Andaluzia significou percorrer estradas ladeadas por olivais sem fim, pontilhadas de fortificações medievais e só por isso já teria valido a pena! Uma paisagem tão linda que eu não me contive e aprendi até a fazer gif animado, agora me aguente!

e na janela os olivais…

O vídeo mais interessante que encontrei sobre a cidade está aí, divirta-se e tente não ficar tonto!

E você? O que faz quando dá vontade de viajar e não pode? Já descobriu algum lugar surreal pelo mundo? Indica pra mim? Please, please, tell me babe!!!

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