Toc toc, tem alguém aí?

Minha relação com blogs remonta ao início dos anos 00, quando utilizávamos listas de discussão e me relacionava com uma galera porreta na E-zine Brasil, muitos dos quais tenho contato até hoje. Desdessa época sou fã da Lia Amancio, que então escrevia o Boneca, e inspirada nela tive um diário virtual de adolescente tardia chamado Rosamarela (ói, coisa fofa!). Depois de uma breve passagem pelos fotologs lá por 2005, chegamos às redes sociais e sua atual profusão – em que é difícil até mesmo decidir em qual você se atém.

Em 2008, quando morávamos na Bahia, começamos a oficina, que chegou na internet em 2010, já num formato de blog, mas mais com intenção de divulgar as nossas peças. Como te contei aqui, rolou uma pausa nos trabalhos da oficina, fiz concurso, tive filha, me enfiei num mestrado. Para que conseguisse terminá-lo, abandonei toda e qualquer leitura que me distraísse do tema maravilhoso (#sqn) que escolhi para dissertar. Nessa foram-se os blogs queridos (só não parei com o Dcoração e A Casa que minha vó queria porque né? Seria sacrilégio!!!), e justamente nesse meio tempo, eles “explodiram”, blogar tornou-se profissão para muitos e surgiram inclusive especialistas na área.

Em setembro do ano passado, resolvi retomar o blog da oficina, agora com foco em ser um blog mesmo, produzir conteúdo e etcetera. Mesmo parecendo que perdi o fio da meada e voltei tarde demais a blogar, mesmo nadando contra a maré – porque quando você vê que um dos blogs gringos que você mais gosta, simplesmente acaba, dá uma desanimada. De toda maneira, chutei o pé na porta e decidi jogar na rede a minha voz, a minha escrita, o meu olhar sobre as coisas, o mundo e a vida. Como disse a Fran, do Lá de casa, e com quem muito me identifico, “quem sabe eu vejo se dá certo“…

Me prometi a fazer conteúdo relevante (cópia, definitivamente, não é meu naipe) e que nunca começaria posts dizendo “há quanto tempo não venho aqui” mas a verdade é que já faz um mês desde que escrevi o último. Acontece que às vezes a vida real te atropela, e quando sinto isso, percebo que é preciso parar um pouco, respirar e prestar mais atenção nela, FOCAR NO REAL, no que é realmente importante e essencial. E nessa, como o blog ainda não é minha profissão (e talvez nem seja nunca, vai saber), ele fica aqui, parecendo que tá meio esquecidinho, mas no fundo, minha cabeça borbulha em ideias e contatos para trazer pra ti.

Para você ter noção, nesse interlúdio eu:

  • caprichei um tanto mais no cuidado com a filha, porque ela está numa idade de muitas descobertas, tombos e peraltices e essa é minha meta maior de vida;
  • desconectei sempre que pude (sempre, sempre, sempre que posso faço isso! e meu computador, para ajudar nessa tarefa, estragou de novo);
  • tentei estabelecer uma rotina de criatividade, que ainda não foi firmada como um hábito, mas este artigo super interessante do Matheus de Souza está me ajudando;
  • recebi meus pais e minha irmã e juntos fizemos o aniversário da Lorena de dois anos (foi lindo! Já já vai ter post amores!)
  • extrai um ciso e fiquei uns dez dias sofrendo de dor (passou, passou…);
  • reformei e encapei todas as caixas organizadoras que tava precisando na casa;
  • etiquetei o mundo, o universo e além;
  • aproveitei as noites sem computador para dar geral nos meus cadernos de receitas (já contei dessa minha mania?);
  • dei revisão nos brinquedos da Lorena, guardei a metade e ainda assim o quarto continua cheio;
  • dei ordem num tanto de coisa que andava amontoada (sou acumuladora, não nego, mas VOU MELHORAR e vocês vão ver isso aqui) na casa, no depósito e na oficina;
  • cuidei um pouco melhor do meu jardim e fiz uma poda radical em algumas espécies invasoras;
  • ajudei (e continuo ajudando) o marido na obra dele na roça, a qual ainda estamos tocando (pintando, assentando azulejos, rejuntando), devagar e sempre, nesse nosso ritmo zen de vida.

Então, esse post não tem nem fotinho, mas se você quiser acompanhar um pouco da nossa vidinha ‘marromeno’, gruda lá no Instagram, que é onde dá tempo de postar, rsrs, consigo atualizar melhor.

A frase do título é a maneira como minha sogra delicadamente recebe a Lorena, depois que esta acorda, nos dias em que dormimos na casa dela… Mas é também um auto puxão de orelhas para a blogayra que vos fala.

Porque eu sei que sim, há alguém aí, as estatísticas comprovam que não são muitos, mas há queridos que vem aqui diariamente. E para você, que não desiste de mim, de vir aqui, de perguntar quando escreverei de novo, eu agradeço e prometo: tem mais de 160 posts no forninho, vai vir conteúdo, casamentos lindos, festas infantis handmade, um tanto de viagens nossas, alguns projetos “faça você mesma” e muuuuito da decoração inconstante daqui de casa. Só te peço mais um pouco da tua paciênciazinha para entender o meu delay, o computador tá chegando e eu tô que tô! Beijos!!!

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