Albufeira, uma praia acessível.

É tão bom quando um lugar de onde você não espera absolutamente nada, te surpreende positivamente, não é mesmo? Para além de parecer um pedacinho da Grécia em Portugal, e se revelar uma verdadeira babel escandinava (os cardápios dos restaurantes eram traduzidos em seis línguas, pessoal!) a praia de Albufeira, em Portugal, é um exemplo a ser seguido no quesito acessibilidade.

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Casas brancas, rochedos e o mar no Algarve

A cidade apresenta opções de acesso à praia que te permitem sair com um carrinho de bebê (ou com uma mala de rodinhas, vá lá, cada um com seus parâmetros, rs) da rodoviária e chegar dentro do mar, se assim desejares. São escadas rolantes, rampas, passarelas na areia, pisos antiderrapantes nas calçadas e ruas, proteção nos rochedos e até um elevador para vencer o maior desnível entre a cidade e o mar, que configuram um padrão de acessibilidade simplesmente incrível!

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Escadas rolantes ligam as partes alta e baixa da cidade
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Passarelas na areia e proteção nos rochedos
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Os rochedos e o mar, só pra olhar novamente este mar…

Como se não bastasse tudo isso, tem a belezura das casas branquinhas com portas e janelas coloridas! Já pode querer morar na “Casa do Futuro”?

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Aumentando a coleção de janelas da vida, portadas da alma
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Túnel que leva ao mar e rua de pedra portuguesa

Outro ponto é que Albufeira pode ser considerada acessível também no sentido financeiro (porque né? se a gente que é a gente conseguiu dormir, comer e beber por lá). Almoçamos no restaurante O Penedo, comida ótima (QUE BIFE DE ATUM era aquele??? Eu salivo até hoje só de pensar! Pelamor!!), serviço meia-boca, mas com uma vista espetacular e imperdível. Fica quase ao lado do elevador, que dá um belo medinho de tão alto e com aquele fechamento em vidro extra-transparente (arquitetos, pra que tanto?).

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Mas a decoração do restaurante é querida! E o que dizer da vista?
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Ruelas…
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E ruelas com motocicleta (adoro!)
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Teve até janela com pôr do sol pra chamar de minha (ao menos por uma noite).

E já que você veio até aqui, como não podia deixar de faltar, eu vou contar uma historinha (#mamainfellings) antes de terminar o post. E essa vai ser a história do chapéu panamá da Dani (entra a musica da Peppa).

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Foi assim: chegamos em Albufeira e precisávamos pegar o ônibus para Sevilha, que já havíamos pesquisado, deveria ter um dali a quatros horas. Plano perfeito, passaríamos umas horas na praia e a madrugada dormindo no ônibus leito. Ocorre que, chegando lá (#fail), não ia ter este ônibus neste horário, só no outro dia às seis da manhã. E ponto. Ah, e a rodoviária fechava de madrugada, não adiantava pensar em dormir lá dentro, brasileiros (o olhar da moça do guichê praticamente me disse isso, sério!). Ferrou, pensei, mas fiquei quieta pra não explodir com o Fabricio, já que ninguém tinha culpa de nada. Sentei no banco da rodô, olhei o sol da tarde entrando enviesado – tava dourado e bonito – só precisava de um tempo para me acalmar, ordenar os pensamentos, me lembrar que tava tudo bem, eu tava no exterior, os erros tinham sua beleza, tudo era viagem afinal!

O Fabricio saiu pra um lado, foi olhando as lojinhas, até que parou e entrou numa. Demorou uns minutos, ele aparece na porta da lojinha e fica me olhando todo sorridente. Eu ainda no auge da acalmação interna, penso, pra que esta criatura está demonstrando TANTA felicidade? Tá me zoando? Antes de ficar irritada, botei a mochila (pesada) nas costas e fui até ele. Ele veio na minha direção sorrindo de orelha a orelha.

– Dani, tu não vai acreditar!

– No que??

– Tá tudo certo, tem hotel pertinho, a praia é logo ali, não vai precisar caminhar muito, pode ficar tranquila.

Confesso, eu sou maior alto astral pra viajar de mochila, mas a minha tava pesada, ia rolar mau humor na certa se eu precisasse caminhar quilômetros, e o Fabricio sabia disso. Mas o que eu queria saber era como ele tinha se comunicado, visto que normalmente eu sou a parte do casal que se embrenha no portunhol.

– Tá mas quem te disse isso?

– A tia da loja!

– Hãn? Que tia da loja? Tu conversou tudo isso em espanhol??

– Da loja de chapéus! Éééé!!! Ela é brasileira, de Guaratinguetá!!! E o marido dela é de Cristina!!!!!

Pra quem não sabe, Guará fica aqui perto, no estado de SP, mas colado na Mantiqueira, além de ser a terra onde o marido nasceu, e Cristina fica literalmente ao lado de Maria da Fé, e é onde meu sogro passou a infância!!! Eu fiquei mais do que estupefata (quem não ficaria??), o mundo é um ovo, tem brasileiro pra tudo que é lado mesmo, ainda mais pra te salvar quando tu mais precisa, Deus é pai! Então aproveitei, entrei na loja da tia e, com muito gosto, levei meu (falso) chapéu panamá – que na verdade é de tecido – junto com um dedinho de prosa.

E tu, já conheceu algum lugar ninja em acessibilidade? Indica pra mim? Pode contar também aventuras de viagem que amamos muito tudo isso!!!

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